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Publicado em 09/04/2026
Por Alexandre Fuchs das Neves
Segundo dados do Serasa, o Brasil chegou ao assustador número: encerrado o ano de 2025, o número de companhias que pediram proteção da Justiça para honrar seus compromissos cresceu significativamente para 5.680.
Agora já virou normal a recuperação extrajudicial se sobrepor a uma recuperação judicial existente.
Lamentavelmente, 30% das recuperações judiciais são convoladas em falência.
E os dados continuam a apontar um elevado número de parceiros financeiros que são literalmente “dragados” por esta ferramenta que, por vezes, é legítima, mas, lamentavelmente, acumula um número expressivo de recuperações fraudulentas.
Bom, devemos proteger nossos recursos e os de terceiros confiados a nós.
A empresa prepara a recuperação judicial durante meses, ou mesmo anos, não sendo uma decisão tomada de inopino.
Por isso, o SINFAC-SP/ABRAFESC fez a palestra “Sinais que a empresa vai entrar em recuperação judicial”.
O aumento de parceiros financeiros, cujos limites operacionais são completamente assimétricos, aumento do prazo médio e prazo de entrega são dicas.
Outros elementos são um sinal de alerta, como, por exemplo, a venda de bens imóveis e/ou a troca de sócios.
Devemos lembrar que os imóveis e o contrato social podem ser monitorados, independentemente da vontade da empresa. São sinais deste possível fato.
As operações comissárias e as intercompany devem ser evitadas a todo custo.
Não é porque o concorrente faz que eu devo fazer, achatando nossas taxas e, repita-se, arriscando nossos recursos e reduzindo nosso resultado.
Visite e use as ferramentas de análise de crédito, monitorando constantemente o cedente, lembrando que, mesmo os cedentes mais antigos na casa, podem aprender truques novos.
E nunca esqueça: o recurso é nosso, as regras são nossas e o “não” também é uma resposta a ser dada, quando a operação estiver desconfortável.
Alexandre Fuchs das Neves é advogado e orientador jurídico do SINFAC-SP e da ABRAFESC.