FECHAR
Publicado em 13/02/2025
Por Alexandre Fuchs das Neves
Tive a oportunidade de responder, há muito tempo, o e-mail de uma associada que questionava como operar sem risco. Minha resposta não poderia ser outra: Não opera!
O lucro é o resultado que se espera do risco ou máxima sobre encerrar as atividades de duas formas antagônicas: não operar ou operar errado.
Bons negócios sempre existirão, basta a nossa percepção para com eles.
E os maus negócios estarão a nossa espreita, aguardando um descuido na análise ou mesmo fraude e, justamente por isso, a esteira de crédito deve estar constantemente azeitada, revista, analisada e de conhecimento de todos, em especial do cliente, para que ele saiba, de antemão, quais as reprimendas em caso de default ou mesmo fraude.
Pois a arte do nosso negócio é sempre fazer mais bons negócios que ruins. Estes sempre existirão, mas devem ser, com todos os esforços possíveis, mitigados.
E a resiliência, um sentimento de grande relevo, é importante porque nos livra do passado de inadimplências e nos permite seguir adiante na estrada das operações.
Quantos não fecharam ou reduziram significativamente suas operações porque perderam o foco? Ao invés de olhar à atividade, ficaram remexendo nas inadimplências, muitas delas sendo fraudes e jamais recuperáveis, e esqueceram de olhar as novas operações, novos negócios, produtos e evolução do setor.
Não se entra na estrada de alta velocidade – como é o nosso mercado, olhando pelo retrovisor.
Não estamos falando, com isso, que as inadimplências não devam ser cobradas. Ao contrário, devem sim, e terceirizadas a um cobrador ou escritório com expertise no setor, e revistas periodicamente. Mas não devemos dar mais importância a inadimplência do que ela já tem.
Quando uma empresa me procura com algum evento desta natureza faço duas perguntas básicas: o que a empresa aprendeu com o evento, e quando o empresário vai pegar de volta as chaves da sua empresa, que naquele momento estão nas mãos do devedor!
Não deixe a inadimplência reter seu crescimento mais que o necessário, seja resiliente, ajuíze a demanda e retome imediatamente para a linha de produção, agora com mais um patrimônio intangível, que é exatamente o que a cultura da sua empresa reteve com o evento, para evitarmos os próximos.
Alexandre Fuchs das Neves é advogado e consultor jurídico do SINFAC-SP – Sindicato das Sociedades de Fomento Mercantil Factoring do Estado de São Paulo e da ABRAFESC.