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Publicado em 31/07/2025
Por Alexandre Fuchs das Neves
Ultimamente, as ferramentas que até então eram tidas como seguras — tais como o portal GOV, WhatsApp e mesmo o token para uso perante o Judiciário de alguns Estados — estão pedindo verificação em duas etapas.
E temos notado que as nossas confirmações acabam sendo realizadas por um endereço de telefone que, posteriormente, é negado pelo sacado.
Então, sugerimos:
a) Confirmar a titularidade do e-mail institucional, usando ferramentas específicas para tanto, como o DeepWhois – https://apps.apple.com/br/app/deep-whois/id328895000. Nele, podemos saber quem criou o domínio da empresa cedente.
b) Confirmar sempre por 2 endereços de e-mail, para que depois não seja levantada a tese de que quem confirmou não tinha poderes para tal.
c) Aliás, ligar para o sacado, buscando o telefone fixo de forma independente, e falar com os gerentes, diretores ou sócios, questionando se fulano de tal tem poderes para realizar confirmações. Se possível, gravar essa ligação.
d) Buscar nas redes sociais — em especial o LinkedIn — como a pessoa que está prestando as informações se apresenta nesse ecossistema: se com ou sem poderes para representar a empresa.
Lembrando que não são somente os sócios que têm poderes de confirmação. Exatamente para isso existem os prepostos, funcionários e demais colaboradores com poderes para tanto, que devemos identificar antes de iniciarmos nossas operações.
Então, preste atenção na dupla confirmação e não fique refém de um único endereço de e-mail. Pode ser perigoso, fruto de uma fraude ou mesmo contestado lá na frente.
Alexandre Fuchs das Neves é advogado e consultor jurídico do SINFAC-SP – Sindicato das Sociedades de Fomento Mercantil Factoring do Estado de São Paulo e da ABRAFESC.