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Publicado em 15/09/2020

SumUp: o plano da fintech alemã de maquininhas para a América Latina (PEGN)

A fintech de pagamentos móveis SumUp atua em terras brasileiras desde 2013 -- e, mesmo com a pandemia, continua apostando em toda a América Latina. Depois de investir R$ 500 milhões na operação brasileira no ano passado, a SumUp agora está desenvolvendo sua presença no Chile.

O empreendimento alemão contou seus planos de expansão com exclusividade para Pequenas Empresas & Grandes Negócios. "Parte da nossa estratégia é estar na maior quantidade de países possíveis, especialmente naqueles com grandes mercados a serem explorados. Temos uma quantidade significativa de pequenos empreendedores formais e informais na América Latina e eles precisam de ajuda para competir com grandes players", afirma o diretor de marketing e expansão Carlos Grieco.

Tanto no faturamento global quanto no brasileiro, a SumUp costuma dobrar ano a ano. A expectativa para 2020 é manter a proporção.

Brasil: investimento e adaptação à pandemia

O lançamento de diversos competidores no mercado de maquininhas ajudou a melhorar condições aos donos de estabelecimentos e a digitalizar os pagamentos. Clientes usaram mais cartões e até os menores empreendedores tiveram de se adaptar à preferência para não perder vendas. A SumUp foi uma das entrantes nessa competição e ampliou sua aposta no país no ano passado. O aporte regional de R$ 500 milhões ainda está sendo usado em captação de clientes e tecnologia.

O principal público da fintech alemã por aqui são os microempreendedores individuais (MEIs), que faturam até R$ 81 mil por ano. Esses donos podem estar ou não já formalizados. A SumUp viu uma queda de faturamento desses negócios nos meses de abril, maio e junho. A fintech alemã lançou três recursos de pagamento nesses tempos de pandemia: vendas por links; criação gratuita de e-commerces; e vouchers para quando os estabelecimentos reabrirem as portas.

Segundo Grieco, ainda há muito mercado a explorar no Brasil: seis a cada dez pagamentos ocorrem em meios físicos. Ainda que o maior competidor continue sendo o dinheiro, a fintech alemã defende dois diferenciais em relação a outras competidoras pela melhor maquininha. "Como a maquininha é a mesma, muitas instituições financeiras pensam que as necessidades dos empreendedores são iguais. Mas não são: o microempreendedor precisa de uma interface simples, não de mil funcionalidades."

O primeiro diferencial é o foco total nos microempreendedores. Outra estratégia é uma combinação de presença global e local. "Ainda que tenham perfis parecidos de microempreendedores, cada país latino-americano tem competidores, maturidade e regulações diferentes. Podemos ter o Brasil como um centro para a região, mas estabelecer operações locais nos dá velocidade. Estamos sempre entrando em novos jogos de errar, aprender e escalar rápido", diz Grieco.

Um exemplo é a adaptação ao PIX no Brasil. A SumUp deve estrear sua solução de pagamentos instantâneos junto com o lançamento do Banco Central, em novembro de 2020.

América Latina: expansão no Chile e na Colômbia

A SumUp começou a operar há três anos no Chile. A fintech alemã operava por meio da Compraquí, uma processadora de pagamentos feita em joint venture com o principal banco público da região, o BancoEstado.

A SumUp anunciou com exclusividade a PEGN a compra de toda a operação da Compraquí. Os 80 mil clientes da processadora agora são parte da operação da fintech alemã no Chile. O plano é alcançar 1 milhão de microempreendedores chilenos em até 24 meses. A SumUp também ensaia sua operação própria na Colômbia. O plano é chegar ao país ainda em 2020.

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