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Publicado em 03/12/2019

SINFAC-SP COMEMORA FIM DE ANO REVIGORADO PARA OS DESAFIOS DE 2020

A comemoração da última sexta-feira (29/11), realizada mais uma vez pelo Sindicato para confraternizar seus diretores, associados e entidades parceiras, foi palco de inúmeros testemunhos de que as dificuldades enfrentadas em 2019 foram menos expressivas em relação às vitórias obtidas pelo fomento comercial e algumas de suas áreas afins.

Isto ficou muito claro já na cerimônia de abertura, quando o presidente Hamilton de Brito Junior (Credere Consultoria e Fomento Mercantil) saudou seu vice e aniversariante do dia, Marcus Jair Garutti (Iguassu Fomento Mercantil).

“Tenho certeza que amanhã será melhor que hoje, e depois de amanhã mais ainda”, disse o homenageado, dando assim o tom otimista da festa realizada anualmente para reunir as factorings, depois também as securitizadoras e, mais recentemente, as Empresas Simples de Crédito (ESC),  as novas representadas pelo Sindicato.

Foi a elas, por sinal, que o presidente Hamilton atribuiu o status de maior conquista do ano, fruto de uma luta iniciada em 2013 e que no seu oitavo mês de vigência já deu origem a cerca de 530 empresas, espalhadas pelo país, “um negócio que ainda deve crescer muito mais”, prevê o líder setorial.


Hamilton com o aniversariante Marcus Jair Garutti

Novas modalidades de operação à parte, Hamilton comemora o próprio desempenho do mercado nos últimos 12 meses. Mas ele considera isto insuficiente para qualquer sentimento de acomodação. “Temos muitos desafios pela frente, a começar pela reforma tributária”, ponderou.

“Por isso mesmo, na próxima quinta-feira eu e o Garutti vamos nos reunir com o relator da PEC 45, Aguinaldo Ribeiro, pois precisamos sensibilizar os parlamentares sobre a validade das duas emendas emplacadas pelo Sindicato no Congresso, por intermédio dos nossos parceiros, o também deputado Laércio Oliveira e o senador Major Olímpio”, relembrou.

Uma dessas emendas preconiza a isenção de tributos a quem utilize capital próprio para auxiliar micro e pequenas empresas, tomando como base jurídica o tratamento diferenciado que a Constituição de 1988 lhes confere.


Guilherme Campos

A outra tem espectro maior, pois se estende a todo o segmento financeiro, inclusive bancos, ao pleitear a tributação apenas da prestação de serviços, isto é, excluindo juros e deságios.

Sem elas, Hamilton teme que se percam vantagens que as ESC, por exemplo, acabam de obter no ato de sua criação, pois nasceram tributadas em torno de 3% e agora correm o risco de ver este número ampliado em mais de oito vezes, sob a égide do IVA (Imposto Sobre Valor Agregado).


Fernando Marsillac, da CERC

O presidente João Diniz, da Central Brasileira do Setor de Serviços (CEBRASSE), também vê o campo tributário como o mais preocupante no horizonte da iniciativa privada, sobretudo após a CPMF ter sido descartada pelo governo “por falta de aceitação política, já que no passado foi um imposto a mais, mas agora realmente se caracterizaria como único”.

Caso essa fórmula vingasse, Diniz acredita que teríamos a tão esperada desoneração da folha de pagamento. Porém, com o rumo tomado pela reforma, ele receia que o setor de serviços sofra um significativo aumento de carga tributária, afetando importantes segmentos da sociedade como educação, segurança, transporte e até mesmo itens da cesta básica”, prosseguiu o dirigente.


Walter Ihoshi, Hamilton e Pio Daniele

“A esta altura só nos resta a tentativa de adaptar os conceitos de IBS e IVA para que o setor de serviços não seja tão prejudicado, e o consumidor acabe pagando mais caro na ponta”, argumentou.

Responsável por 70% do Produto Interno Bruto (PIB), o setor representado pela CEBRASSE está realizando, a exemplo do SINFAC-SP, um trabalho de convencimento junto aos congressistas, visando evitar consequências graves como o recrudescimento da inflação e perda de mercado.

Avanços

Outros convidados ilustres combinaram a análise de questões conjunturais como estas à avaliação de mudanças importantes iniciadas em 2019 e  que devem amadurecer mais ainda ao longo do ano que se avizinha.


Marcus Jair Garutti e a esposa Silvia

Foi o caso, por exemplo, do presidente da Junta Comercial de São Paulo, Walter Ihoshi, para quem atingir já em junho a meta definida pelo governador João Doria para o final deste ano – diminuir de 3,5 para 1 dia o tempo médio necessário  à abertura de uma empresa – foi apenas o começo.

“Juntamente com a inauguração de  nossa nova sede, no bairro da Lapa, iniciamos uma série de mudanças envolvendo processo e pessoas, e agora estamos investindo intensamente em tecnologia”, disse Ihoshi, lembrando a ativação, em outubro, do Integrador Estadual, totalmente interligado à Redesim Nacional”.

O objetivo disso tudo é substituir a peregrinação dos empreendedores junto aos órgãos de registro e licenciamento (Bombeiros; CETESB, Vigilância Sanitária e Agricultura) pela prestação de serviços digitais e centralizados.


Alexandre Fuchs das Neves e a esposa Aline

Esse novo perfil, de acordo com o presidente da JUCESP, muito tem a ver com o do SINFAC-SP e do seu presidente Hamilton de Brito Junior, cuja nomeação como um dos membros do recém-constituído Conselho Consultivo da Junta Comercial do Estado de São Paulo ele fez questão de anunciar em primeira mão, durante a festa (leia matéria detalhada sobre o trema).

Com isso, o Sindicato se irmana à Secretaria de Desenvolvimento Econômico, à Secretaria da Fazenda, ao SEBRAE, a três ex-presidentes da própria JUCESP e a quatro de outras entidades do setor produtivo.

“É uma grande honra e privilégio fazer parte desse grupo, muito obrigado por essa deferência”, agradeceu Brito Junior.

Igualmente motivado por novidades, o presidente da CERC e também parceiro do Sindicato, Fernando Marsillac, comemorou a chegada da Lei Nº 13.775, do Banco Central, e sua recente entrada em audiência pública.

“Isto traz perspectivas muito positivas para a indústria, e uma nova condição de operação para quem, há tantos anos, milita no segmento de fomento e que vai ter muito mais condições de segurança”, resumiu o principal executivo da empresa parceira do Sindicato, "facilitando aos seus associados o registro das duplicatas e dos contratos da ESC", acrescentou.

“Agora temos como grande desafio a regulamentação da Lei nº 13.775, que é a da Duplicata Eletrônica, em consulta pública até janeiro. Como sempre, vamos fazer uma análise detida do dispositivo e dar sugestões, de acordo com o que for melhor para o setor”, concluiu o presidente.

Dentre as demais autoridades parceiras que ajudaram a lotar o Restaurante Corrientes estiveram a secretária dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Célia Leão; o diretor Administrativo do SEBRAE-SP, Guilherme Campos; os presidentes dos sindicatos de Santa Catarina e Minas Gerais (SINFAC-SC e SINDISFAC), Elpídio Debiasi e Roberto Ribeiro, e o presidente do Sindicato dos Contabilistas de São Paulo (SINDCONT-SP), Antonio Eugenio Cecchinato.

Os patrocinadores desta vez foram: Banco Arbi; CERC; iDTrust; RBMWeb, RGBsys; Tercon e WBA.

Fotos do jantar: AQUI.
Fotos do jantar - máquina de fotos: AQUI.

 Fonte: Reperkut

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