FECHAR

Imprimir
Publicado em 01/12/2015

Poucas empresas sobrevivem ao risco Brasil (DCI)

São poucas as companhias brasileiras cujos ratings (notas de risco de crédito) corporativos podem suportar mais uma perda do grau de investimento (conceito de bom pagador) soberano do Brasil pelas principais agências internacionais.

Nas condições atuais indicadas em perspectivas negativas indicadas pela Standard & Poor’s (S&P), Moody’s e Fitch Ratings, a maioria das companhias brasileiras pode ter um rebaixamento em cascata se o Brasil perder sua segunda nota de bom pagador.

Mas um seleto grupo de empresas consideradas com risco de crédito melhor que o soberano pode suportar esse dowgrade do País; entre elas estão: Aché Laboratórios, Ambev, Brasil Foods, Braskem, BM&FBovespa, Globo, Fibria, Localiza, Natura, Raízen, Vale e Votorantim.

Na avaliação do analista da Moody’s Brasil, Marcos Schmidt, o próximo ano será novamente de contração na economia doméstica. “[O ano de] 2016 não será fácil. Poucas empresas, como a Ambev – que possuem caixa e ativos significativos fora do Brasil -, têm capacidade de descolamento da economia brasileira”, diz.

Nesse cenário pessimista, Schmidt, aponta que haverá “pouquíssimas emissões” de dívida em moedas estrangeiras em 2016. “Houve um aumento da percepção de risco associada ao Brasil”, considerou.

Diego Ocampo, da S&P, ponderou que o aumento das taxas de juros nos Estados Unidos pelo Federal Reserve (Fed, o banco central americano) também afetou as captações de outras companhias da América Latina. Ou seja, além das empresas brasileiras, companhias do México e do Chile passam por um enxugamento dos recursos, que retornam em direção aos Estados Unidos. “A captação na região ficou em US$ 100 bilhões, é o menor nível desde 2009. No ano passado, esse volume era de US$ 140 bilhões”, comparou Diego.

Para Luísa Vilhena, da S&P, no cenário dos próximos 12 a 18 meses há a possibilidade muitos rebaixamentos corporativos no Brasil, mas que fortalezas internas (Globo e Aché), exportadoras e multinacionais com ativos no exterior são resilientes (resistentes).

“Já tivemos muitos rebaixamentos em 2015, mas no curto e médio prazo mais rebaixamentos são possíveis. Só algumas possuem perspectiva positiva ou estável”, disse Luísa.

Ernani Fagundes

Video institucional

Cursos EAD

Sobre o Sinfac-SP

O SINFAC-SP está localizado na
Rua Libero Badaró, 425 conj. 183, Centro, São Paulo, SP.
Atendemos de segunda a sexta-feira, das 9 às 18 horas.