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Publicado em 14/09/2017

GRUPO DE TRABALHO DO SINFAC-SP VAI INCENTIVAR ADESÃO ÀS CENTRAIS DE RISCO

Mantidas já há um bom tempo pelos principais birôs de crédito, as centrais de risco destinadas às factorings, securitizadoras e FIDCs ainda são ferramentas subutilizadas pelo setor. A avaliação foi feita pelo diretor do SINFAC-SP Marcio Lima Gonçalves (Euro Money Fomento Mercantil), ao ministrar, na última terça-feira (12/09), na sede do Sindicato, a palestra “Centrais de Risco na Prática”.

A apresentação teve como objetivo descrever e fomentar a adesão a esses serviços, com vistas a aumentar o número de empresas participantes e, consequentemente, a base de dados disponível, “como forma de ampliar a segurança da operação, reduzindo a inadimplência e as fraudes”, observou o empresário.

Hoje, o estado de São Paulo possui cerca de 130 empresas do setor na central de risco da Boa Vista SCPC, que é parceira do SINFAC-SP. Em nível nacional, são algo em torno de 250. “Sozinho, São Paulo representa metade desse total, sendo que em torno de 75 empresas são associadas ao Sindicato”, constatou Gonçalves, ao mostrar o quanto esse universo ainda pode crescer.

“Um dos objetivos deste evento de hoje é justamente lançar o grupo de trabalho SINFAC-SP Central de Risco, para fomentar cada vez mais o número de adesões, pois aumentando a base nós teremos dados mais sólidos e com isso será mais fácil evitar os grandes golpes”, explicou.

Segundo ele, o grupo vai conversar com os birôs de crédito, as empresas associadas ao Sindicato, as softwarehouses que prestam serviço para o segmento, assim como a ANFAC e os demais SINFACs, a fim de fortalecer as centrais de risco, que têm perdido volume de dados ao longo dos anos. A primeira reunião será na sede da entidade no próximo dia 24 de outubro, às 9 horas.

Concluindo o evento, foi realizada a apresentação institucional de Rogério Campos, especialista Pré-vendas de Produtos Pessoa Jurídica da Boa Vista SCPC.

Adesão

Para Jaques Lerner (abaixo, à esq.), sócio da paulistana Iala Fomento Mercantil, a palestra tratou de um tema fundamental que os birôs de crédito não divulgam. “Se trocarmos informações entre nós nem precisará haver custo para isso”, disse ele, mostrando-se otimista quanto ao índice de adesão presumível.

“À medida que a iniciativa for divulgada, todas as factorings terão o interesse de participar, pois isso de ter medo de dar informações não existe mais, as pessoas sabem que quanto mais troca de dados houver mais segurança vamos ter”, justificou.

Igualmente entusiasmado com a ideia, o empresário Leandro Zen (acima, à dir.), sócio da Size, de Piracicaba, achou extremamente válido receber esse tipo de informação não só de forma teórica, mas também aplicada ao dia a dia.

“A ideia desse grupo de trabalho é extremamente importante para o segmento, pois ajuda a gente a ter uma visão melhor sobre os nossos cedentes e sacados e também diminui o risco de fraudes para todo mundo”, afirmou.

“Um processo transparente e colaborativo como este só tende a agregar, por permitir acesso a um produto com preço mais barato, e por meio do qual todos ganham”, concluiu.

Fonte: Reperkut

Video institucional

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