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Publicado em 15/12/2021

Encontro debate futuro e crescimento das ESCs

O “Encontro SEBRAE e Empresas Simples de Crédito”, realizado ontem (13/12), buscou apresentar os principais desafios para o crescimento das ESCs e, principalmente, soluções para superá-los conjuntamente com a participação de instituições representativas de classe, do Governo e do legislativo. “Esse encontro é uma reflexão sobre como o mercado está hoje e sobre como podemos crescer em 2022”, avalia Caetano Minchilo, Gerente da Unidade de Capitalização e Serviços Financeiros no Sebrae Nacional. Também participaram painel “Propostas de ações conjuntas para a ampliação das operações das ESC constituídas e a constituição de novas ESC”, os presidentes do SINFAC-SP e da ABRAFESC, Hamilton de Brito Jr. e da ANFAC, Luiz Lemos Leite.

 

Ideias e projetos não faltam para estimular o desenvolvimento das mais de 800 ESCs atuantes no país. Entre as propostas apresentadas no debate, destacou-se, claro, o pleito pela eliminação da limitação geográfica da atuação das ESCs amplamente defendido pelo SINFAC-SP e pela ABRAFESC em todos os fóruns e eventos dos quais a instituição participa. “Eu fiquei feliz quando o presidente Hamilton me falou do projeto de revisão da Lei da ESC, era algo que a gente já vinha pensando, mas quando a entidade traz isso para gente, as alterações ficam mais objetivas e nos ajuda muito”, comentou Henrique Junqueira, assessor Legislativo do Senador Jorginho de Mello. Além da defesa deste Projeto de Lei, protocolado no Senado no último dia primeiro, Henrique apresentou a proposta do Gabinete do Senador para que as ESCs passem a atuar também como agentes bancários, podendo realizar o recebimento de boletos e contas de consumo.

 

Outro ponto defendido pela ABRAFESC e pelo SINFAC-SP é a participação das ESCs no Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas, o FAMPE – mecanismo em que o SEBRAE entra como avalista complementar no financiamento para pequenos negócios, garantindo até 80% do valor. Hamilton não perdeu a oportunidade de reiterar esse pleito durante o evento do Sebrae, assim como a ampliação da agenda de eventos para divulgar as ESCs, inclusive em cidades do interior. “Estivemos recentemente com o diretor do Sebrae, o Bruno Quick, que falou que irá nos apoiar nisso”, comentou Hamilton. O caminho proposto pela ABRAFESC para viabilizar a implantação do FAMPE dentro das ESCs passa pela criação de um banco de dados que já está bem avançado.

 

A ABRAFESC também levou como proposta a criação de uma plataforma B2B que conecte as ESCs de todo o país com quem busca crédito. “A ideia é que o tomador tenha conhecimento da ESC que atua na sua região. Teria que ser uma plataforma só com as ESCs, sem outros players do crédito. Temos que pensar que as ESCs, no futuro, podem vir a ser o que são os grandes bancos”, propõe Hamilton.

 

Acompanhando as tendências para o setor, Hamilton comentou, ainda, sobre a participação do setor de fomento no mercado de recebíveis de cartões de crédito que, inclusive, já tem uma plataforma sendo desenvolvida pela ABRAFESC.

 

Uma das preocupações do SEBRAE tem sido como diminuir o risco das operações de crédito para possibilitar a redução de juros. Um dos caminhos é melhorar o nível de informações. Sobre isso, Hamilton falou sobre a Central de Risco desenvolvida pelo SINFAC-SP. “O serviço já existe e é muito barato, muito completo, em torno de noventa centavos para o associado, preço este que é um décimo cobrado pelos grandes birôs de crédito”, esclareceu Hamilton. O sindicato paulista oferece parcerias com preços acessíveis para diversos serviços essenciais para a operação e gestão das ESCs.

 

Já o presidente da ANFAC, popôs a isenção da cobrança de IOF sobre as operações das ESCs para estimular a captação de crédito por meio destas empresas. A capacitação profissional dos empresários das ESCs, inclusive como fomentadores do crédito assistido e orientado, é uma das principais linhas de frente do Sebrae para melhorar o ambiente de negócios das empresas. “Isso aumenta a perenidade das empresas, orienta o empreendedor a investir de forma correta”, comenta Caetano.

 

Uma novidade comentada durante do debate foi o acesso das ESCs no Programa Nacional de Microcrédito Produtivo Orientado (PNMPO). As orientações foram passadas pela Coordenadora Geral de Fomento à Geração de Empregos do Ministério do Trabalho, Lucilene Santana, mas com o alerta: “O PNMPO ainda tem algumas lacunas, elas (as ESCs) podem, mas a Lei ainda impõe limitação de captação de recursos”,

 

Outro caminho demonstrado para ampliar as Empresas Simples de Crédito é a venda de carteira para os FIDCs. “A ESC adquire as duplicatas e depois pode fazer a cessão da carteira para o FIDC, desde que sem coobrigação, deixando claro que não se trata de alavancagem. É um instrumento ainda pouco explorado pelo mercado, precisamos divulgar mais isso, as ESCs também têm esse direito”, estimula Hamilton.

 

“Não podemos tirar o interesse do investidor sobre as ESCs. Precisamos mostrar para os empresários as oportunidades de crescimento que eles têm nesse modelo de negócio”, comentou durante o evento o assessor jurídico do SINFAC-SP e da ABRAFESC, Alexandre Fuchs das Neves.

Para assistir ao debate na íntegra, acesse: https://www.youtube.com/watch?v=0rvC_kBPMSI.

 

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