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Publicado em 19/03/2020

COVID-19: SINFAC-SP RECOMENDA ÀS EMPRESAS CAUTELA NAS OPERAÇÕES

Embora ontem (18/03) o Banco Central tenha cortado a taxa Selic de 4,25% para 3,75% ao ano e o governo federal, anunciado medidas socioeconômicas para amenizar os reflexos negativos causados pela pandemia de coronavírus, o mercado nacional, de modo geral, ainda não pode mensurar os efeitos práticos dessas mudanças.

Sendo assim, o SINFAC-SP está recomendando às empresas de fomento comercial muita cautela em suas operações neste momento.

Tamanha precaução justifica-se, por exemplo, por decisões como a da própria Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, que ontem editou a Portaria 7.821/2020, suspendendo por 90 dias atos de cobrança e protestos de certidões de dívida ativa, entre outros procedimentos, dando uma trégua aos contribuintes já tão combalidos com a crise.

“No mercado paulista já se pode observar que estão sendo cortados limites de tranches [divisões de um contrato] e muitas empresas e fundos estão trabalhando somente com comprovação de mercadoria entregue”, comenta o presidente da entidade, Hamilton de Brito Junior (Credere Consultoria e Fomento Mercantil).

Segundo ele, a expectativa do Sindicato é que a inadimplência aumente muito em função das dificuldades financeiras dos sacados, que certamente terão seu volume de vendas diminuído.

“Operações não performadas têm um risco duplo, principalmente agora por causa do coronavírus, ou seja, o cedente poderá não entregar a mercadoria por falta de matéria-prima ou mão de obra, e o sacado, da mesma forma, cancelar o pedido, ou mesmo se aceitá-lo, pode não honrar o compromisso”, afirma o dirigente.

Nesta mesma linha de pensamento, o consultor jurídico do SINFAC-SP, Alexandre Fuchs das Neves, salienta que, embora a pandemia já tenha sido relativamente controlada na China, ainda não se sabe realmente quanto tempo levará para o retorno das atividades normais. “Isso se reflete, evidentemente, no faturamento das empresas e, consequentemente, no prazo médio”, complementa.

De outra parte, o advogado entende que este momento pode abrir uma série de oportunidades positivas para as empresas, desde que os gestores entendam a necessidade de se aceitar que, além do aumento do prazo médio, será preciso criar novos modelos de crédito.

“Ou seja, não bastam as comissárias ou intercompany para alcançar recursos ao cedente, enganando-se com prazos ou entregas de mercadorias que não acontecerão”, alerta Fuchs, reforçando que outro desafio é saber como o mercado de adquirência vai se reinventar para ultrapassar um período “em que pouco teremos para adquirir, e com taxas que devem cair mais ainda, num cenário de Selic a 3,75%”.

Fonte: Reperkut

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