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Publicado em 23/07/2019

COMPORTAMENTO DE QUEM DESEJA OPERAR COM FACTORING PODE REVELAR RISCO DE FRAUDE

Compreender os sinais dados pelo cliente no momento em que se solicita a ele a renovação do cadastro é uma das ferramentas que os empresários do setor têm para encontrar pistas de futuras fraudes. A dica foi dada no último dia 17 de julho, em São Paulo, pelo consultor jurídico do SINFAC-SP, Alexandre Fuchs das Neves.

“O fraudador e o lavador de dinheiro têm o mesmo tipo de comportamento. Evitam renovar cadastro, responder perguntas, atender aos telefonemas e receber visitas, porque não querem deixar rastros”, explicou o especialista, durante o curso “Prevenção e Combate à Lavagem de Dinheiro e Formação do Manual”, treinamento obrigatório solicitado pelo COAF.

Segundo o advogado, é comum encontrar comportamentos que vão de um extremo ao outro, por exemplo, o sujeito que tem o cadastro “pronto, bonitinho, encadernado, colorido”. “Como ele tem isso pronto?”, questionou. “E há aquele sujeito que chama a atenção porque a gente liga e ele não está, não atende, não retorna, ou seja, o perfil daquela pessoa que não quer deixar rastros”, complementou.

Outra situação tem a ver com a pessoa exposta politicamente (PEP). Para Fuchs, é dever das empresas do setor identificá-la. “Ser PEP não é uma doença infectocontagiosa, mas uma situação, uma condição. Pode-se ou não optar por operar com ela. Operar com uma empresa que tenha uma PEP no quadro societário requer mais cuidado e clareza com a origem ou destino dos recursos”, esclareceu.

O advogado salientou ainda que operar com PEP não é motivo para informar ao COAF. “Entretanto, de acordo com o critério estabelecido pelo SINFAC-SP, é necessário mudar o nível de risco da empresa, por exemplo, para “elevado”, o que demandará um cuidado ainda maior nas operações.

Atualização do manual

Empresas do setor preocupadas em minimizar a possibilidade de problemas envolvendo fraudadores estão atualizando e reformulando seus manuais de PLD, a exemplo do Grupo Iosan, de Sorocaba, que conta com factoring, FIDC e securitizadora e opera com indústrias, comércios e prestadores de serviços.

“Estamos, nas empresas do Grupo, reformulando todos os procedimentos que envolvam o manual de prevenção à lavagem de dinheiro, inclusive aperfeiçoando a análise de clientes para a formação de cadastro”, afirma a assistente jurídico Isabele Rosa, que saiu do treinamento convicta de que está no caminho certo.

Gerente administrativo da Esfera Fomento Mercantil, localizada em Pirituba, zona norte da Capital paulista, Emerson Silveira buscou o curso para aprofundar seus conhecimentos sobre as regras do COAF, a fim de dar continuidade ao trabalho desenvolvido pelo executivo que o antecedeu na empresa.

Além de cuidar da parte financeira da Esfera, ele faz parte do comitê que avalia uma operação e seus riscos. “Nada mais importante do que conhecer os fundamentos para realizar uma operação com segurança e menor risco”, enfatizou.

Fonte: Reperkut

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