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Publicado em 03/11/2016

Caixa e BB priorizam venda de ativos e retorno (Valor Econômico)

Sem a perspectiva de receber novos aportes do Tesouro diante da frágil situação fiscal do país, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal vão ter que se mexer para cumprir a exigência regulatória de capital. As medidas se concentram na venda de ativos e na melhora da rentabilidade, historicamente menor que a dos rivais privados. Mesmo que sejam bem-sucedidos, a aposta é que terão pouco espaço para liderar a expansão do crédito, como fizeram a partir de 2008.

A preocupação maior é com a Caixa. "Com ativos de baixa rentabilidade, o banco tem mais dificuldade de recompor o capital do que os concorrentes", diz a analista Ceres Lisboa, da agência Moody's.

Em entrevista recente ao Valor, o presidente da Caixa, Gilberto Occhi, citou medidas que o banco vem tomando para endereçar essa situação, como a abertura de capital da Caixa Seguridade, a venda de uma participação no negócio de loterias, a transferência de avais de crédito com estatais para o Tesouro e a redução no pagamento de dividendos. Occhi não descartou, contudo, recorrer a um aporte do governo caso a economia volte a aquecer e demande mais crédito.

Também afirmou que o banco não pretende abrir mão da fatia de mercado conquistada nos últimos anos. "Ter 22% dos ativos bancários é compatível com o tamanho do banco", disse Occhi, na ocasião.

O BB encerrou o segundo trimestre com índice de capital principal mais baixo que o da Caixa, mas as medidas que vem tomando para regularizar a situação começam a surtir resultados, segundo a Moody's. O banco público registrou forte desaceleração do crédito e a nova gestão, sob o comando de Paulo Caffarelli, reiterou o foco em melhorar a rentabilidade da instituição, outra forma de recompor o capital.

A situação dos bancos públicos é seguida de perto pelos investidores de títulos de dívida no exterior. Caixa e BB possuem emissões dos chamados "CoCo bonds", papéis que podem ser convertidos em capital caso os índices caiam abaixo de um determinado patamar.

Os bancos de médio porte também podem sofrer limitação na capacidade de conceder crédito com a entrada em vigor das novas regras de capital. "Se não houver crescimento nos resultados, alguns bancos podem ter alguma restrição", afirma Lucas Mahl, diretor da consultoria Integral Trust.

A situação, contudo, não chega a ser preocupante. A empresa fez uma simulação considerando as novas regras de capital nos 50 maiores bancos do país. A conclusão é que quase a totalidade ficará enquadrada, mas 13 instituições ficarão com índices bem próximos ao mínimo exigido.

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