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Publicado em
20/08/2024
O SINFAC-SP e a ABRAFESC participaram, na última sexta-feira (16), do 2º Simpósio de Fomento Comercial Catarinense, idealizado pelo SINFAC-SC e realizado em Camboriú. O evento, que perdurou por cinco horas, contou com a presença e palestra do presidente de ambas as entidades, Hamilton de Brito Júnior, e também dos advogados e consultores jurídicos da Associação, Felipe Zago, Alexandre Fuchs e Clélio Gomes.
Sob o tema “Estratégia para enfrentar uma RJ fraudulenta”, Felipe Zago apresentou um panorama sobre o considerável aumento no número de recuperações judiciais, nos últimos anos, e defendeu que é preciso ter estratégias firmes de combate à essa prática. "Eu costumo dizer que, se você não tem uma estratégia, você faz parte da estratégia de alguém”, destacou. “Por muito, muito tempo, nós fizemos parte da estratégia das recuperandas. Porque, há alguns anos, apenas participávamos da assembleia geral dos credores para votar favorável ou desfavoravelmente ao plano e assistia a Recuperação Judicial andar, anos e anos, sem nenhum empecilho. Essa é a narrativa que começamos a construir para modificar", explicou Zago.
Felipe Zago ainda defendeu que o tema Recuperação Judical deve ser fazer muito presente nos Simpósios, como forma de estratégia de combate. "Nosso setor tem sido agredido frontalmente, tem sido vítima de atos de vandalismo financeiro e econômico", afirmou.
O consultor Alexandre Fuchs, que participou de dois debates durante o evento - A Cessão Ficudiária de Direitos Crétitórios como estratégia para sair da RJ do cedente, ao lado de Carlos Domingues da BMP; e BAAS para o mercado de Recebíveis, junto com Fábia Chagas, da HBI - destacou um dos papeis da área jurídica para o setor, especialmente em casos de Recuperação Judicial. "Uma das funções do advogado, atualmente, é tirar vocês do judiciário", explicou.
Em diálogo com a representante da HBI, sobre a bancalização, Fuchs questionou sobre a possiblidade de as Factorings serem pequenos bancos e como funciona a regulação nesses casos, levando em consideração a nova resolução do Banco Central. Segundo Fábia, sim. “Hoje é possível que pequenas empresas tenham o poder de bancos e emitam CCBs, façam créditos de forma regularizada, além de consultas e demais serviços que antes não era possível, pois não tinha regulamentação”, explica.
Na grade de programação, o consultor jurídico da ABRAFESC, do SINFAC-SC e do SINFAC-MG, Clélio Gomes, também participou de dois importantes debates - "Nota Comercial, CCB e Conta Escrow para reduzir riscos das operações comissárias,ao lado de César Galvão, da C2SS e de Dinorval Pói, da BDigital; e CAF - Catálogo de Ativos Financeiros e a Resolução BCB 392/2024, juntamente com Magno Lima, da SPC Grafeno, Othavio Parisi, da CRDC, e Angelo Compri, da TAG.
O evento foi finalizado pelo presidente da ABRAFESC e SINFAC-SP, Hamilton de Brito Júnior que, também ao lado de Clélio Gomes, palestrou sobre a "Atuação Institucional na Reforma Tributária”. Hamilton parabenizou o presidente do Sinfac-SC e diretor tesoureiro da ABRAFESC, Elpedio Debiase, e toda a equipe, em especial a diretora executiva do SINFAC/SC, pelo evento que foi proporcionado: “Um excelente conteúdo e networking com toda a classe”, destacou Hamilton, que compartilhou as ações realizada pela ABRAFESC e os parceiros na defesa dos interesses do fomento comercial durante a regulamentação da Reforma na Câmara dos Deputados. O papel primordial do associativismo nas conquistas alcançadas para o setor também foi pauta da apresentação.