UMA VISÃO MACRO DAS NORMAS IFRS (PARTE 2)

A estrutura de apresentação das demonstrações contábeis passa a sofre modificações, conforme determina o Pronunciamento CPC 26, sendo obrigatória a apresentação de uma série de documentos.

- Balanço Patrimonial, ao fim do período.

- Demonstração do Resultado, ao fim do período.

- Balanço Patrimonial Comparativo, ao fim do período.

- Demonstração do Resultado Abrangente, do período.

- Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido, do período.

- Demonstração do Fluxo de Caixa, do período.

- Demonstração do Valor Adicionado, do período.

- Notas Explicativas.

Há muitas dificuldades na implantação e implementação das novas práticas contábeis, sendo as mais comuns:

- Impacto operacional na entidade.

- Aumento do custo operacional.

- Reconhecimento, mensuração e divulgação dos itens contábeis.

- Interpretação e entendimento dos CPCs.

- Falta de profissionais qualificados.

A informação detalhada sobre o lucro da empresa é vital para a tomada de decisões dos usuários das demonstrações contábeis e a proteção dos investidores e da cultura nacional, sendo esta última uma chave institucional informal.

A influência das práticas de medição da contabilidade impacta diferentemente entre os países, na qualidade dos ganhos, por exemplo: a aplicação das normas IFRS na União Europeia e influência no impacto cultural nacional sobre o gerenciamento de resultados.

Estas novas práticas contábeis se deparam com o gerenciamento nos resultados, o qual não é baseado em fraude, mas em regulamentos de contabilidade, comparabilidade e transparência das informações.

No Brasil há vários órgãos como a Comissão de Valores Mobiliários, que regulam não somente a atividade como também a contabilidade das empresas e a obrigatoriedade das auditorias independentes em fornecer pareceres sobre as práticas e as demonstrações contábeis das empresas. Estudos provam que empresas que adotam as normas IFRS tendem a mostrar menos manipulação de resultados.

Com a prática das normas IFRS temos o gerenciamento de resultados, uma grande preocupação para acionistas, credores, órgãos de normatização e controle e reguladores do mercado de capitais.

As normas IFRS contêm relatórios de qualidade, restringindo o gerenciamento de resultados em várias jurisdições. Apesar de padrões altamente embasados em regras e princípios contábeis, permitem que os gestores, com base nos fatores institucionais e na cultura nomeadamente nacional, levem para os relatórios contábeis seus melhores julgamentos.

Essas regras impõem, necessariamente, mudanças de comportamento nos profissionais no trabalho de elaboração das informações contábeis, diminuindo drasticamente o potencial de distorção do desempenho corporativo, principalmente na gestão dos lucros.

Portanto, a adoção das normas IFRS leva as empresas, à melhoria das práticas e dos relatórios contábeis, bem com, sua harmonização em todas as jurisdições.

Continuaremos a falar sobre este tema no próximo artigo.

Marco Antonio Granado é empresário contábil, contador, bacharel em direito, pós-graduado em direito tributário e consultor tributário e contábil do SINFAC-SP – Sindicato das Sociedades de Fomento Mercantil Factoring do Estado de São Paulo.

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