FLUXO DE CAIXA PARA AS EMPRESAS (PARTE 2)

O fluxo de caixa é uma ferramenta que auxilia diversas áreas da empresa – da tomada de decisões ao aumento da produtividade. Além de ser extremamente eficaz como base para investimentos futuros, mensurando receitas e despesas, verifica a situação financeira e reserva os recursos para honrar todos os compromissos.

A partir de sua elaboração é possível planejar eventuais excedentes e escassez de caixa, o que provocará medidas que venham a sanar tais situações.

Os objetivos do fluxo de caixa são muitos, mas o principal é a visão geral de todas as atividades (entradas e saídas) diárias, obtendo uma visão do seu “caixa”, que é representado pelo grau de liquidez da empresa.

Os demais objetivos são:

- Planejar as necessidades de captação de recursos para preservar a liquidez.

- Fornecer os recursos para a realização das transações definidas no planejamento financeiro.

- Pagar as obrigações dentro do vencimento.

- Aplicar de forma eficaz os recursos disponíveis, entretanto, sem comprometer a liquidez.

- Planejar controlar os recursos financeiros utilizando:

- Análise e controle das atividades de planejamento de vendas e despesas.

- Análise para as necessidades de capital de giro

- Prazos médios de contas a receber, a pagar, estoques etc.

- Verificar as fontes de crédito onerosas para minimizar o custo do seu uso.

- Visar o equilíbrio financeiro dos fluxos de entrada e saída de recursos.

- Prognosticar desembolsos de caixa elevados em ocasiões de encaixe baixo.

- Coordenar os recursos a serem usados pelas diversas atividades da empresa em termos de investimentos.

O caixa de uma empresa gera lucro quando há disponibilidade de recursos para aplicação, que consequentemente receberá um retorno financeiro (ganho), mas se não houver caixa, isto impactará no resultado, porque a empresa utilizará recursos de terceiros, pagando juros pela captação, para fazer frente aos compromissos assumidos, o que tornará o resultado menor.

Em um mundo onde a concorrência está cada vez mais apertada, muitas vezes a diferença entre o sucesso e o fracasso está dentro dos processos internos da organização, e ter um fluxo de caixa operacional e saber como calculá-lo é imprescindível para o bom gestor, todas estas atividades financeiras sempre merecem uma atenção especial.

O fluxo de caixa pode ser usado para obter as seguintes informações:

- Qual a capacidade da empresa de gerar recursos para financiar suas operações?

- Se a empresa é geradora de caixa, por que o dinheiro não aparece?

- Se a empresa não é geradora de caixa, o que é que tem viabilizado suas operações?

- Quais as necessidades de capital de giro da empresa?

- Qual a relação ótima entre o capital de giro próprio e o de terceiros na empresa?

- Qual o saldo de caixa mínimo que a empresa deve manter para fazer face a suas obrigações financeiras?

- Qual a capacidade de a empresa imobilizar ou distribuir dividendos sem fragilizar a estrutura de capital de giro?

- A capacidade de geração de caixa da empresa é compatível com suas políticas de reposição de estoques e de financiamento de seus clientes?

Marco Antonio Granado é empresário contábil, contador, bacharel em direito, pós-graduado em direito tributário e consultor tributário e contábil do SINFAC-SP – Sindicato das Sociedades de Fomento Mercantil Factoring do Estado de São Paulo.

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