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Publicado em 03/12/2024
Por Marco Antonio Granado
Os controles internos são essenciais para uma boa gestão de uma empresa. Essa ferramenta garante a credibilidade e veracidade de todos os registros e informações contábeis e financeiras, contidas em suas demonstrações contábeis e seus relatórios gerenciais. Desta forma a gestão de controles internos em uma empresa envolve o planejamento e o comprometimento da alta gestão para implementar um sistema de controles eficaz.
O controle interno é um processo contínuo que visa:
a) mitigar erros, falhas ou fraudes
b) garantir que a empresa atue de forma ética e transparente
c) auxiliar a empresa a cumprir suas obrigações legais e regulatórias
d) realizar os objetivos da organização de forma sistemática e disciplinada
Para implementar controles internos eficazes, é importante:
a) avaliar os riscos e identificar as áreas mais vulneráveis
b) utilizar técnicas operacionais, orientação e monitoramento
c) implantar um sistema consolidado de controles
Algumas ações de controle interno incluem: monitoramento de recursos financeiros, análise de desempenho, desenvolvimento de relacionamentos no trabalho, avaliação da produtividade e dos resultados.
Existem dois tipos de controles internos: os de natureza contábil e os de natureza administrativa.
Essa ferramenta estando bem afiada, ou seja, sendo bem planejada e sendo trabalhada com perfeição, torna-se cada vez mais indispensável para o norteamento de um bom empresário, seus gestores e administradores, tornando mais transparente, ágil, segura e precisa a tomada de decisões por seus pares, na operação de uma empresa.
Além disso, gera uma segurança operacional inestimável, e ao mesmo tempo, uma ousadia invejável, por ser tão cristalina a estrada empresarial a ser trilhada e o destino que se atingirá, com a condição de redirecionar caso haja a necessidade com muito mais exatidão, serenidade e rapidez.
Neste caso todos os usuários internos são bem assessorados ao ponto em terem o contemplamento das mais variadas e necessárias bases de informações que os auxiliam a enxergar que suas atividades estão em sintonia com planejamento estratégico pré-definido, dando uma força adicional a estrutura que se manifesta uniformemente com foco e determinação aos seus objetivos, sendo que o reflexo aos clientes externos são nítidos a medida em que os resultados, tanto no atendimento, produção, preço e outras estruturas da empresa se aliam à necessidade do cliente e constantemente avaliam sua satisfação e seus resultados.
Ao elaborar controles internos, deve-se ter como meta que eles além de suas informações e norteamentos operacionais, devem evitar que ocorram na empresa:
a) o abuso de poder, por parte de superiores hierárquicos;
b) a ineficiência operacional;
c) o desmazelo com os ativos;
d) o desvio da realidade;
e) a fraude;
f) o erro;
Os controles internos são um grande facilitador para os trabalhos do Auditor, que é aquele profissional que verifica no detalhe se as operações da empresa estão corretas e atendem a legislação vigente.
Os controles internos contemplam também a segregação de responsabilidades, seus níveis estratégicos e sua abrangência.
Deve ser composto por estruturas simples didáticas e inteligentes, em um contexto técnico com alto grau de eficiência, mas contendo sempre uma praticidade operacional, afim de viabilizar sua integração e sua compreensão dentre o conjunto de profissionais envolvidos.
Marco Antonio Granado, empresário contábil, contador, palestrante e escritor de artigos empresariais. Atua como consultor empresarial nas áreas contábil, tributária, trabalhista e de gestão empresarial. Atua como docente na UNISESCON e no SINDCONT-SP. Atua como consultor contábil, tributário, trabalhista e previdenciário do SINFAC-SP e da ABRAFESC. É membro da 5ª Seção Regional do IBRACON. É bacharel em contabilidade e direito, com pós-graduação em direito tributário e processo tributário, mestre em contabilidade, controladoria e finanças.