AS VÁRIAS FACES DO ENDIVIDAMENTO ELEVADO

http://www.sinfac-sp.com.br/v2/userfiles/_ad74e1e2cea764471df748fc4e4b59531317736614.jpgTão importante, hoje em dia, quanto analisar o perfil de um cliente é conhecer o ambiente econômico ao seu redor e as perspectivas trazidas por esse cenário. Com base numa análise ampla da atual conjuntura, por exemplo, fica nítido que a maior preocupação reinante em nosso país é o nível crescente do endividamento das famílias e empresas.

Nos últimos anos, em decorrência da expansão de mecanismos como o crédito consignado e a facilitação dos financiamentos imobiliários, temeu-se o surgimento por aqui de uma ‘bolha’, tal qual ocorreu nos Estados Unidos a partir de 2008.

Felizmente esses temores recuaram, em grande parte graças a mudanças na lei da alienação fiduciária, que estabeleceu critérios de operação mais rígidos para diminuir os riscos de inadimplência.

Além disso, a maioria dos nossos imóveis é financiada com percentual abaixo de 80% de seu valor total, proporcionando assim um certo colchão de segurança para as instituições financeiras.

Soma-se a esses dois fatores o inegável déficit brasileiro de habitação, levando o comprador local a adquirir imóveis com ênfase na moradia, ao invés de pensar em especulação ou investimento.

Contudo, é inegável estar aumentando de forma expressiva o nosso grau de endividamento, a reboque do otimismo generalizado predominante, inclusive a situação de praticamente pleno emprego que ora vivemos.

Prova disso é o tamanho do crédito na economia, índice que equivaleu a no máximo 28% do Produto Interno Bruto até 2004, e hoje se encontra na faixa dos 47% de um PIB também consideravelmente maior em relação ao daquela época.

Não se pode, portando, baixar a guarda neste momento e tirar os olhos do radar, até porque as micro, pequenas e médias empresas também estão endividadas.

No cenário internacional, por sua vez, a China precisa continuar a crescer acima de 8%, sendo desejável - para o equilíbrio da chamada macroeconomia - que a Europa prossiga absorvendo pelo menos uma parte dos produtos de origem asiática, apesar das crises enfrentadas na zona do euro, notadamente por países como Grécia, Espanha, Itália e Portugal.

Já os EUA, que estão em grave crise econômica, têm hoje um nível menor de absorção de produtos externos.  Com o desemprego acima de 10%, o país será obrigado a passar por um ajuste fiscal rigoroso. Sem falar que o cidadão norte-americano, frente ao baixo índice de confiança atual na maior economia do mundo, naturalmente passou a consumir menos.

Embora vivamos em meio a toda esta conjuntura, ela ainda nos permite a opção de não pisar bruscamente no freio, mas justifica plenamente a prática de manter uma luz de alerta acesa no painel, com vistas à manutenção do nível de emprego - fenômeno diretamente ligado ao crescimento da construção civil - e à possibilidade de que o endividamento das famílias acabe chegando ao teto.

No caso das factorings, graças à sua atuação mais pulverizada , certamente os problemas externos serão menos sensíveis. Ainda podemos manter nossas operações em ritmo de relativa normalidade, porém sem perder de vista a inevitável influência de tantos fatores em curso nas economias brasileira e mundial.

Nenhum segmento pode se considerar blindado contra as intempéries globais, como ensina o jornalista norte-americano Thomas Friedman em seu best seller “O Mundo é Plano”.

Vivemos sim num mundo globalizado, onde os ciclos econômicos perduram, em média, de 3 a 4 anos, mas este último, iniciado em 2008, está demorando um pouco mais para ser superado, principalmente no quintal de seus principais protagonistas.

Tal análise nos leva a crer num obrigatório incremento das ferramentas de gestão aplicadas pelas sociedades de fomento mercantil no seu dia a dia.

Sem dúvida, devemos agir neste instante colocando a razão acima de tudo, mas seguindo em frente e sem medo de crescer, porque muitas oportunidades também tendem a surgir em função disso tudo.

Luiz Carlos Casante, presidente do SINFAC-SP

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