Administrar empregados é burocrático – parte final

publicado em 25/02/2021

Por Marco Antonio Granado 

 

Os empregados são parte integrante essencial na operação das empresas, sem eles talvez os gestores tenham dificuldades para alcançar os resultados planejados e o sucesso desejado. Portanto, são um grande “patrimônio” para as empresas, mas infelizmente, administrar este “patrimônio” não é nada fácil.

A administração dos empregados deve estar balizada inicialmente em dois pontos principais:

  1. administração do legal dos empregados: contemplando atender todas as exigências legais oriundas da CLT (Consolidação da Leis do Trabalho) e demais legislações trabalhistas;
  2. administração da gestão dos empregados: contemplando atender a gestão operacional dos empregados, procurando atender os desejos, ambições, aspirações, interesses, expectativas e sonhos, bem como, tentar evitar ou mesmo minimizar as aflições, angústias, preocupações, tensões e desconfortos dos empregados em seu cotidiano laboral.

Nesta parte final deste artigo, teremos como foco o item “a” citado acima, a “administração da gestão dos empregados”.

Uma eficaz gestão dos empregados, exige um amplo conhecimento no assunto, contemplando uma somatória de conceitos, dentre eles: práticas e métodos sobre posicionamento dos objetivos, geração do entusiasmo, retenção e programas de capacitação e desenvolvimento profissional apresentado e oferecido pela empresa com o propósito do desenvolver o capital humano, assegurando a obtenção dos objetivos pessoais e os da empresa.

Portanto, a gestão dos empregados é imprescindível para todas as empresas, independente do seu porte ou segmento de atuação, para serem competitivas em nosso mundo inconstante dos negócios – não há sucesso sem bons empregados.

Neste caso, uma estratégia se faz necessária para levar a empresa na direção exata da evolução, do sucesso empresarial e da socialização de seus empregados, apoiada em alguns pilares, sendo eles:

  1. engajamento:  é o combustível para todos os outros pilares na gestão dos empregados. Estimular o comprometimento de cada empregado em sua atuação trará muito mais retorno para a empresa;
  2. comunicação: é a sustentação de tudo que se planeja na empresa, uma comunicação direta e clara, eliminado os níveis hierárquicos, trará aos empregados a certeza de ser parte do todo, evitando distorções e equívocos;
  3. trabalho em equipe: desta forma todos ganham, minimizando conflitos e estimulando a diversidade, e geram metas a serem atingidas de forma comum, trazendo ao empregado a certeza de sua efetiva utilidade e importância, imprescindível para os projetos da empresa;
  4. conhecimento e competência: desenvolvimento da melhoria contínua dos empregados, trabalhando o conhecimento de suas competências e fortalecendo a estratégia traçada pela empresa. Garantindo o sucesso destas estratégias e dos objetivos traçados, implementando e consolidando uma cultura organizacional, tornando um ambiente de trabalho focado para o crescimento e valorização profissional onde todos possam crescer valorizando a capacidade individual, estimulado os resultados em grupo;
  5. treinamento e desenvolvimento: a empresa deve incentivar o desenvolvimento e a qualificação dos empregados, consequentemente produzirá mais, com segurança e conhecimento técnico, estimulando talentos, equiparando o conhecimento dos empregados à níveis altos, obtendo vantagem competitiva, mantendo vivo seu processo de continuidade;
  6. cargos e salários: proporciona à empresa estruturar os cargos de acordo com a importância para seu negócio, propiciando salários equiparado às responsabilidades ao cargo, equiparando-o também com o mercado, sendo um motivador e potencializando resultados;
  7. benefícios: são condições motivacionais, um interessante pacote de benefícios é um grande diferencial, sendo até mais interessante que o próprio salário do empregado, considerando que o salário não é mais analisado de forma isolada, mas pelo contexto de benefícios que serão agregados a ele.
  8. recrutamento e seleção: deve ser extremamente bem realizado, antes mesmo de abrir a vaga. Deve estar fundamentado no perfil detalhado do empregado recrutado/selecionado, dando ampla importância para este futuro membro de seu time que deverá caminhar junto à mesma direção, sendo capaz de absorver a cultura da empresa, enfrentando os desafios do dia a dia, e de trazer resultados positivos.

Empregadores ainda insistem em não respeitar as normas que norteiam a “administração da gestão de empregados”, ignorando parcialmente ou integralmente alguns dos pilares citados acima, gerando enormes riscos ao seu planejamento empresarial, quebrando práticas e métodos sobre posicionamento dos objetivos, quanto a geração do entusiasmo, retenção e programas de capacitação e desenvolvimento dos empregados, não assegurando a obtenção dos objetivos pessoais e os da empresa.   

Enfim, não podemos deixar de fazer uma reflexão, ou seja, administrar empregados é burocrático.

Obs.: para ler a primeira parte deste artigo, acesse https://www.sinfacsp.com.br/conteudo/administrar-empregados-e-burocratico-parte-1

 

Marco Antonio Granado é empresário contábil, contador, palestrante e escritor de artigos empresariais. Também atua como consultor empresarial nas áreas contábil, tributária, trabalhista e de gestão empresarial. É bacharel em contabilidade e direito com pós-graduação em direito tributário e processo tributário, além de mestre em contabilidade, controladoria e finanças. Atua como consultor contábil, tributário, trabalhista e previdenciário do SINFAC-SP e da ABRAFESC e é membro da 5ª Seção Regional do IBRACON.

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