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Publicado em 31/08/2017

COMO RETER TALENTOS NA EMPRESA

“Manter os bons colaboradores é um dos principais desafios de qualquer organização hoje em dia, e ele só pode ser vencido com a formação de verdadeiros líderes”. Quem ensina é o consultor, palestrante e professor universitário Luiz Henrique Casaretti, que ministrou anteontem (29/08), no SINFAC-SP, o curso “Liderança, Gerenciamento e Motivação de Equipes com Foco em Resultados”.

Baseado nos seus quase 30 anos de experiência na área de recursos humanos, o especialista afirmou que as empresas que não mudarem de paradigma estão fadadas a desaparecer.

Ele sustenta sua tese no fato de as pessoas atualmente, sobretudo as mais jovens, estarem se preparando, estudando, participando de um mercado competitivo, e isso as leva a rejeitar um ambiente de trabalho que não seja agradável e promissor.

“Por isso muita gente diz que o jovem é impaciente, quer promoção rápida, mas não é bem isso o que acontece, ele quer justiça e seriedade, e se não encontrar esse valores no seu emprego, simplesmente vai embora”, explicou Casaretti.

Segundo ele, independentemente da idade, quando a pessoa é competente o mercado a absorve. “Ela sabe disso e vai embora, realidade que torna tão difícil na atualidade a chamada retenção de talentos”, acrescentou. 

A obtenção de êxito neste campo, de acordo com o professor, depende de um modelo de liderança que favoreça a melhoria do relacionamento interpessoal. Ou seja, deve-se trazer para o ambiente corporativo a questão do clima harmonioso para que as pessoas tenham o prazer de realizar as suas tarefas. “Caso contrário, fica tudo no piloto automático, por mera obrigação, com cada um fazendo a sua parte, sem um contexto geral”.

Ao contrário do líder, o chefe dificilmente consegue entender os valores e as necessidades do seu subordinado, enxergando apenas os dele próprio e os da empresa. “A diferença é que o líder tem que se identificar com a situação dos seus comandados”, observou.

Na avaliação de Casaretti, a maior dificuldade de quem ainda não pratica a verdadeira liderança é delegar tarefas a fim de conseguir mais tempo para construir relacionamentos, identificado e respeitando o perfil de cada um.

Para ilustrar a diferença existente entre chefe e líder, o profissional mostra uma situação típica do dia a dia: o funcionário quer faltar para ir à festa na escola de sua filha, em pleno horário de expediente. Pelo modelo antigo ele inventaria um falso problema de saúde ou simplesmente faltaria ao trabalho, tendo o seu dia descontado. Pela nova concepção de relacionamento, ele falaria a verdade, negociaria com o seu superior hierárquico e sua ausência seria superada com o apoio da equipe.

Nova liderança

Os participantes da atividade tiveram a chance de discutir em grupo os vários itens da programação proposta.

Dentre esses debatedores esteve Humberto Moreira da Silva, sócio da Innov Securitizadora, de São Bernardo do Campo. Para ele, agregou muito participar. “É um desafio gerir pessoas, ser líder é trazê-las para perto, pois sem elas você não realiza o trabalho desejado”, ponderou.

O que mais chamou sua atenção no curso foi o novo conceito de liderança, “você saber administrar as necessidades de cada um, entender, se colocar no lugar do outro, conquistar confiança e credibilidade”, afirmou.

Para Caroline de Araújo Axt, que começou como funcionária e hoje é sócia da Santa Mônica Securitizadora, sediada na Capital paulista, o ponto de maior interesse foi o desafio de ser líder, motivar, trazer um resultado positivo para o escritório, por meio do desenvolvimento da equipe. “Estou gostando muito, tem bastante coisa que a gente precisa colocar em prática, mesmo. Foi o caso do questionário destinado aos colaboradores para saber o que os motiva mais”, concluiu.

Fonte: Reperkut

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