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Publicado em 08/03/2018

CARTÕES DE CRÉDITO REPRESENTAM A VOLTA DO FACTORING AO VAREJO

A ponderação foi feita ontem (07/03) pelo presidente do SINFAC-SP, Hamilton de Brito Junior (Credere Consultoria e Fomento Mercantil), durante a palestra “Recebíveis de Cartão Crédito”, proferida na sede do Sindicato pelo superintendente do Banco Paulista, Fabio Zacharias Focaccia.

Segundo o dirigente, trata-se de uma mudança cíclica, com a substituição natural do cheque pré-datado, que marcou o início da atuação das factorings no varejo e hoje praticamente só existe nas regiões Norte e Nordeste.

Ele acrescenta que embora esse mercado ainda esteja começando, seu amadurecimento ocorre com a velocidade típica do mundo digital, abrindo a possibilidade da trava, abrangendo todas as bandeiras existentes no mercado, ou então o uso de uma máquina própria.

“No passado não podíamos participar desse segmento, mas depois da mudança na legislação que nós trabalhamos juntos para viabilizar, abriu-se essa oportunidade e ela vai crescer muito”, prevê Hamilton.

O palestrante concorda com esta visão, pois define a atividade como sendo praticamente sem risco, contando com a garantia da trava de domicílio bancário. “Eu tenho viajado pelo país mostrando às factorings e FIDCs o quanto essa operação pode facilitar suas vidas”, assegurou.

Para reforçar seu argumento, Focaccia lembrou que o segmento de cartões de crédito é o maior da economia brasileira, movimentando anualmente R$ 1,3 trilhão “com uma liquidez absolutamente sensacional”, fez questão de enfatizar.

Frisou ainda haver três possíveis operações do gênero: a de débito, que é creditada na conta do estabelecimento comercial em um dia; a de crédito à vista, liquidada em 30 dias; e a parcelada, recebida em até 12 meses.

“Nosso banco está totalmente estruturado, homologado na Câmara Interbancária de Pagamentos (CIP) para atender todas as factorings e os FIDCs no Brasil inteiro”, acrescentou.

A única preocupação que se deve ter ao prospectar nesse nicho é atentar se o cedente apresenta algum problema de compliance, como caixa dois, máquinas em lugares não recomendáveis e se o estabelecimento está devidamente formalizado, operando dentro dos padrões morais e institucionais.

“É o maior mercado atualmente para as factorings, pois com a taxa de juro baixa do jeito que está, as empresas da área não podem - por terem capital relativamente pequeno em relação aos bancos e grandes FIDCs - incorrer em inadimplência, sob o risco de ficar numa situação muito delicada de liquidez”, concluiu o profissional.

Grande interesse

No auditório lotado, empresários e profissionais do setor mostravam claro interesse por um tema que tende a ocupar cada vez mais o dia a dia de todos.

Foi o caso, por exemplo, de Guilherme Azevedo (foto à esq.), sócio da DGL Master Fomento, de Valinhos, que veio em busca de informações sobre um mercado que considera dos mais promissores. “Eu vim aprender um pouco mais antes de implementar na minha empresa”, observou.

Chamou sua atenção, em especial, a parte relacionada às travas bancárias, com o bloqueio dos recebimentos para evitar o desconto de um mesmo recebível mais de uma vez.

Diretor do SINFAC-SP e diretor-presidente da Valecred, de Tatuí, Everaldo Moreira (foto à dir.) também demonstrou a intenção de conhecer melhor o assunto. “A gente acha que é uma oportunidade para entrar num mercado um pouco mais de varejo e ir para o comércio”, analisou, com base no fato de 70% a 80% de sua clientela serem da área industrial, e o restante pertencer ao setor de serviços.

Fonte: Reperkut

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